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By Ferramentas Blog

terça-feira, 26 de abril de 2011

Confidências (1)...

Existem pais que se esmeram na educação dos seus filhos. Não perdem nenhuma chance. As mínimas coisas, os menores acontecimentos são motivo de ensinamento.


Recentemente foi publicado o depoimento de um alto empresário, rico, famoso e muito bem sucedido nos negócios.

Ele teve o prazer de ouvir da boca de um amigo: "Gosto muito de vir à sua casa, é um lugar onde posso dizer tudo o que quero, com a certeza de que você não passará adiante."

Confessava o executivo que o elogio cabia muito mais à sua mãe do que a ele próprio, ele recordou que, quando tinha mais ou menos oito anos de idade surpreendeu a Sra. Silva uma amiga de sua mãe em confidências com ela.

Tudo se deu mais ou menos assim: Ele brincava do lado de fora da janela aberta da sala, enquanto ambas conversavam. A senhora Sra. Silva, pesarosa, revelava à sua mãe coisas muito íntimas e sérias a respeito de seu filho.

Como toda criança, ele aguçou os ouvidos o quanto pôde para não perder nenhuma vírgula do caso relatado, e quanto mais baixava a voz a amiga de sua mãe, mais ele estendia as antenas da audição.

Quando a Sra. Silva saiu, sua mãe que percebera e notara que ele tudo ouvira o chamou e lhe disse:

- Meu filho, se a Sra. Silva tivesse deixado a sua bolsa aqui, hoje, nós a daríamos a uma outra pessoa?

Prontamente, ele respondeu: Claro que não, mamãe!

A amorosa mãe prosseguiu:

- Pois o que a Sra. Silva deixou hoje aqui é uma coisa muito mais preciosa do que a sua bolsa, ela nos contou uma história com intimidades cuja divulgação poderá prejudicar muita gente, da mesma forma que a bolsa, suas confidências não nos pertence, por isso, não a podemos transmitir aos outros, não a daremos a quem quer que seja.

Você compreendeu meu filho? O garoto assentiu com a cabeça.

E esta lição lhe serviu em toda a sua vida. Ele cresceu, cultivando o respeito a confidências de quem quer que fosse, e até mesmo as bisbilhotices, fofocas que os amigos, clientes ou conhecidos lhe trouxessem e deixasse em sua sala. Ali mesmo elas morriam. Isto lhe valeu o respeito e a confiança de muitos.

Concluía o famoso executivo dizendo que por vezes, ao se surpreender prestes a passar adiante alguma coisas ouvidas, imediatamente lembrava-se do conselho de sua mãe e do exemplo da bolsa da sra. Silva e fechava a boca.

A vida é feita de oportunidades. A educação no lar é de precioso quilate por ser informal, isto é, não obedecer a rígido currículo, mas se valer das chances que surjam no dia a dia, por essa razão devem os pais se mostrar sempre atentos, não deixando escapar momento algum propício à edificação.

Quem investe na educação do filho, pode guardar a certeza de que ele poderá partir para longe, singrar os mares, voar pelo mundo, alçar o vôo da notoriedade, mas as lições profundas recebidas no lar permanecerão como roteiro de vida.

Não há quem não recorde, um momento especial de sua vida, as lições que recebeu em casa, os gestos, as atitudes, as palavras dos pais permanecem vivas, apesar e além do tempo.

E quantas vezes nos surpreendemos a dizer: "mamãe tinha razão, bem dizia meu pai."

As lições do lar são duradouras, gravam-se na mente e no coração e nos seguem por toda a vida a fora.
 
Se alguém souber o autor me avise para que eu dê os devidos créditos...

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