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By Ferramentas Blog

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A Viagem II


A Viagem II
Ainda em São Paulo no aeroporto de Guarulhos fiquei perdidaça...kkkkkkkkk
Li algumas placas erradamente sem prestar atenção e fui para o lado contrário, o que significou para quem conhece aquele aeroporto alguns longos minutos de caminhada carregando a bagagem toda, duas bagagens de mão, o notebook e duas malas, uma de 28 kg e outra de 26 kg foi bastante difícil. Me deu uma vontade quase incontrolável de chorar, ligar para casa e pedir socorro. Mas, agora eu não tinha para quem ligar para me socorrer e nem adiantava chorar. Precisava colocar a cabeça pra funcionar e resolver. Então calmamente, sentei um pouco, observei em volta, elevei o pensamento a Deus e levantei-me dali com a voz dEle dizendo: Este é o caminho andai por ele... e realmente fui na direção certa. Ao chegar no guichê da South African a fila estava grande e o guichê só abriria ás 14:30 e ainda eram 12:10. Como boa mineira, por medo de perder o trem enfrentei a fila e ao chegar ao guichê descobri que eu não poderia viajar com 3 bagagens de mão e tive que sair da fila, desfazer minha bagagem de mão de maneira a ficar com apenas uma e o notebook e voltar ao final daquela fila enorme. Ao sair dali ouvi novamente a voz de Deus dizer-me: Todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus, e contribuiu mesmo, pois, ficou bem mais fácil carregar tudo.
Após o check-in fui direto á sala de embarque e fui abordada por várias pessoas querendo conversar falando inglês e infelizmente não consegui entender muita coisa e tive a certeza de que saber outra língua é imprescindível, me senti analfabeta.
Em São Paulo choveu, mas mesmo assim o vôo foi tranqüilo, sem turbulência vi o pôr-do-sol por cima das nuvens e lá não havia chuva, foi lindo! No avião a sensação de analfabetismo centuplicou e detalhe aconteceu de tudo comigo nesta viagem, na verdade acho que todo mundo tinha que passar por um super intensivo antes de uma viagem internacional, é muita informação e informação em inglês...kkk Abrirei um parêntesis para lhes contar sobre isso...
Por não saber inglês dois amigos me ajudaram muitíssimo fazendo uma cartilha básica com o que eu deveria falar e o que eu provavelmente ouviria durante a viagem, também meu irmão e minha cunhada me presentearam com um guia de expressões em inglês para a viagem e isso tudo me ajudaria muito se estas informações não estivessem apenas em meu computador que tinha que ficar desligado durante o vôo...kkkk e o guia como era riquíssimo de informações, tinha muito a se consultar e rapidez não é uma das minhas melhores qualidades....
O engraçado é que eu precisei muito me comunicar já que apesar de ter feito reserva de minha comida vegetariana, a mesma não estava disponível com meu nome, quando veio ficou faltando os talheres, e para falar tudo isso á comissária de bordo... impossível. Quando achei que tudo que tinha que acontecer já havia acontecido, um senhor bebeu tanto que não agüentou ao caminhar e desmaiou no avião. E adivinhem só perto de quem ele caiu, exatamente perto de mim. Apesar de ter ficado muito nervosa, sem saber o que estava acontecendo, a equipe de comissários de bordo se apresentou e rapidamente controlou a situação. Não me chamem de maluca, mas durante a noite assisti á vários filmes em inglês sem legenda. Mas não pensem que é porque eu queria manter meu ouvido atualizando as palavras em inglês, mas porque eu não sabia mexer no controle remoto que também tinha instruções em inglês Kkkkk. Foi ilário! A saída foi olhar á minha volta e observar como os outros passageiros faziam e ó, deu muito certo. Quando descobri como tudo funcionava fiquei me sentindo já que agora consegui assistir Marley e Eu em português. Foi interessante porque depois fiquei sentindo falta do inglês. Fora os contratempos com a língua a viagem foi ótima.
Vi uma das cenas mais lindas de toda minha vida até agora (3-fev) o nascer do sol em África acima das nuvens, é indescritível sensação igual não vivi ainda. Pousamos em África do Sul e mais analfabeta ainda me senti, após rodar por duas ou três vezes em círculo por não entender as informações Deus enviou um anjo em forma de gente que falava português e mostrou-me onde e como informar-me. Desta vez sem bagagem ficou mais fácil a caminhada.
O aeroporto de Joanesburg é lindíssimo, enorme e muito bem cuidado, no entanto o papel higiênico em Africa não é branco (pelo menos o daquele aeroporto) era amarelo, fiz questão de conferir em outras cabines do banheiro e constatei que era mesmo daquela cor. Comecei a vislumbrar o que o Pr. Bezerra e a Bibi diziam sobre esquecer o conforto que tinha no Brasil.
Tive também o privilégio de perceber o quanto a diversidade e a tolerância podem caminhar juntas. Percebi ao meu redor que naquele aeroporto podiam conviver em harmonia vários idiomas, dialetos, culturas, poderes, cheiros, gostos e posições diversificadas e que não é tão difícil amar o diferente, o difícil é não aceitar o diferente só porque é diferente. Precisamos ser mais humanos, tolerantes, pacientes e compassivos uns com os outros, precisamos nos harmonizar. Tal pensamento me levou á Torre de Babel descrita na Bíblia com a primeira mistura de línguas que houve e fiquei pensando na guia e amor de Deus todo o tempo, já que conseguimos apesar das diversas linguagens, significados e significantes chegar até aqui. Acho que compreendi experencialmente o que significa não ser compreendido e isso é estranho porque gera uma sensação de insegurança enorme e então precisamos nos agarrar mais aquele que verdadeiramente nos compreende e nos ajuda. Acho que esta era uma das lições que Deus queria que seu povo aprendesse; A dependência de Deus para encontrar a verdadeira segurança e compreensão.

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